Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

Apontava mil razões e inaceitáveis defeitos para poder continuar, impunemente e com o assentimento da paz social, a castigá-la perante todos. A verdade era, contudo, uma equação simples: podia suportar que ela o tivesse rejeitado, mas nunca que ela fosse feliz com outro. Podia suportar que ela fosse feliz com outro, mas nunca que esse outro fosse melhor do que ele. E assim passava os seus dias, ditando as suas subliminares sentenças sobre aquela coisa ultrajante que é a felicidade alheia quando nos é vedada. A dor de cotovelo pode não permitir que se pacifique a alma, mas dá boa literatura. A espaços.

publicado por Laura Abreu Cravo | partilhar
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